FEAB - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil / CALEA - Centro Acadêmico Livre de Engenharia Agronômica - Gestão -2011/2012
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quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Acampamento reúne mil mulheres contra agrotóxicos em SE
1 de março de 2011
De 1º a 3 de março, cerca de 1.000 mulheres, trabalhadoras rurais de todo o Estado, se mobilizam no Acampamento de Mulheres, em torno do Dia Internacional de Luta das Mulheres, em Aracaju (SE), na Praça da Bandeira.
A atividade possui o caráter de denúncia contra o agronegócio e os agrotóxicos, a criminalização dos movimentos sociais, a violência da mulher.
Além disso, as manifestante cobram a Reforma Agrária e a Soberania Alimentar.
A programação do acampamento prevê análise de conjuntura política e agrária, estudo sobre as relações de gênero, palestra sobre as políticas públicas para as mulheres e audiências públicas.
O tema do acampamento é “Mulheres na luta! Contra o agronegócio, agrotóxicos e a violência. Por reforma agrária e soberania alimentar”
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
"Temos em torno de 60 mil famílias acampadas no país"
8 de fevereiro de 2011
Do Cinform
João Pedro Stedile, da Coordenação Nacional do MST, faz uma análise negativa do saldo deixado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva no enfrentamento aos problemas agrários e à distribuição da terra no Brasil.
"Infelizmente a situação é negativa, porque o programa de Reforma Agrária no último mandato do Lula não avançou. Temos no Brasil em torno de 60 mil famílias acampadas. Algumas estão assim há quatro anos. Em Sergipe, há cerca de duas mil famílias acampadas. Há um passivo da gestão anterior que o governo Dilma deve encarar como prioridade", diz ele.
Na semana passada Stédile esteve em Aracaju e deu entrevista exclusiva ao Cinform. Jornalista Niúra Belfortt.
Cinform - Qual a expectativa do MST com o Governo Dilma Rousseff? Ao que parece ela possui um discurso mais duro contra as ocupações de terra.
João Pedro Stedile - Os governos refletem as forças sociais que os elegeram. A nossa expectativa é que o Governo Dilma tenha uma representação de apoio de forças populares mais ampla que o Governo Lula. Lula se comunicava direto com as massas por causa do seu carisma. Dilma precisa dialogar mais com os movimentos sociais e as forças populares para, de fato, cumprir com os seus compromissos de fazer um programa de combate à pobreza.
Cinform - A relação do MST com o Governo Déda é boa?
JPS - Eu sou gaúcho, olho de longe, mas pelo que acompanho na imprensa e pelos informes dos companheiros é uma relação boa, mas de autonomia como deve ser. Nós não consideramos o Governo Déda nosso inimigo. Inimigo são o latifúndio e as empresas transnacionais. Quando o Governo Déda ajudar na Reforma Agrária, ele será um aliado. Quando cometer erros, também devemos ter a sinceridade e a honestidade de criticá-lo.
Cinform - Como está hoje a situação do MST em números de acampados e assentados no Brasil? Qual a situação de Sergipe?
JPS - Infelizmente a situação é negativa, porque o programa de Reforma Agrária no último mandato do Lula não avançou. Temos no Brasil em torno de 60 mil famílias acampadas. Algumas estão assim há quatro anos. Em Sergipe, há cerca de duas mil famílias acampadas. Há um passivo da gestão anterior que o Governo Dilma deve encarar como prioridade. Nós vamos propor à presidente que faça o 3º Plano Nacional de Reforma Agrária e estabeleça uma meta de, no mínimo, 100 mil famílias assentadas por ano, através do processo de desapropriação.
Cinform - No Governo Lula, é possível afirmar que 'agronegócio venceu'?
JPS - O que está acontecendo é que há forças poderosas do capital que são maiores que dos governos. E essa lógica do capital chegou à agricultura comprando terras e usinas nos últimos cinco anos. Em apenas três anos, 33% de todo o setor sucroalcooleiro foi desnacionalizado e isso trouxe uma concentração na propriedade da terra e na produção agrícola, uma contrarreforma agrária. O Governo Lula foi um governo de conciliação de classes, não afetou o interesse dos capitalistas que, como ele mesmo disse, 'nunca ganharam tanto dinheiro como no meu governo', e adotou medidas de compensação social com os pobres. Avançamos pouco nas desapropriações e muito em políticas como o Programa Luz para Todos, e o de Aquisição de Alimentos da Conab. Avançamos na construção de casas e no Programa da Merenda Escolar com a aquisição de 30% de produtos da agricultura familiar. Tudo isso são medidas necessárias, mas paliativas porque não afetam a estrutura da propriedade da terra.
Do Cinform
João Pedro Stedile, da Coordenação Nacional do MST, faz uma análise negativa do saldo deixado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva no enfrentamento aos problemas agrários e à distribuição da terra no Brasil.
"Infelizmente a situação é negativa, porque o programa de Reforma Agrária no último mandato do Lula não avançou. Temos no Brasil em torno de 60 mil famílias acampadas. Algumas estão assim há quatro anos. Em Sergipe, há cerca de duas mil famílias acampadas. Há um passivo da gestão anterior que o governo Dilma deve encarar como prioridade", diz ele.
Na semana passada Stédile esteve em Aracaju e deu entrevista exclusiva ao Cinform. Jornalista Niúra Belfortt.
Cinform - Qual a expectativa do MST com o Governo Dilma Rousseff? Ao que parece ela possui um discurso mais duro contra as ocupações de terra.
João Pedro Stedile - Os governos refletem as forças sociais que os elegeram. A nossa expectativa é que o Governo Dilma tenha uma representação de apoio de forças populares mais ampla que o Governo Lula. Lula se comunicava direto com as massas por causa do seu carisma. Dilma precisa dialogar mais com os movimentos sociais e as forças populares para, de fato, cumprir com os seus compromissos de fazer um programa de combate à pobreza.
Cinform - A relação do MST com o Governo Déda é boa?
JPS - Eu sou gaúcho, olho de longe, mas pelo que acompanho na imprensa e pelos informes dos companheiros é uma relação boa, mas de autonomia como deve ser. Nós não consideramos o Governo Déda nosso inimigo. Inimigo são o latifúndio e as empresas transnacionais. Quando o Governo Déda ajudar na Reforma Agrária, ele será um aliado. Quando cometer erros, também devemos ter a sinceridade e a honestidade de criticá-lo.
Cinform - Como está hoje a situação do MST em números de acampados e assentados no Brasil? Qual a situação de Sergipe?
JPS - Infelizmente a situação é negativa, porque o programa de Reforma Agrária no último mandato do Lula não avançou. Temos no Brasil em torno de 60 mil famílias acampadas. Algumas estão assim há quatro anos. Em Sergipe, há cerca de duas mil famílias acampadas. Há um passivo da gestão anterior que o Governo Dilma deve encarar como prioridade. Nós vamos propor à presidente que faça o 3º Plano Nacional de Reforma Agrária e estabeleça uma meta de, no mínimo, 100 mil famílias assentadas por ano, através do processo de desapropriação.
Cinform - No Governo Lula, é possível afirmar que 'agronegócio venceu'?
JPS - O que está acontecendo é que há forças poderosas do capital que são maiores que dos governos. E essa lógica do capital chegou à agricultura comprando terras e usinas nos últimos cinco anos. Em apenas três anos, 33% de todo o setor sucroalcooleiro foi desnacionalizado e isso trouxe uma concentração na propriedade da terra e na produção agrícola, uma contrarreforma agrária. O Governo Lula foi um governo de conciliação de classes, não afetou o interesse dos capitalistas que, como ele mesmo disse, 'nunca ganharam tanto dinheiro como no meu governo', e adotou medidas de compensação social com os pobres. Avançamos pouco nas desapropriações e muito em políticas como o Programa Luz para Todos, e o de Aquisição de Alimentos da Conab. Avançamos na construção de casas e no Programa da Merenda Escolar com a aquisição de 30% de produtos da agricultura familiar. Tudo isso são medidas necessárias, mas paliativas porque não afetam a estrutura da propriedade da terra.
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